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Confira nosso calendário de eventos e exposições

Exposição Dual

Dual é a reunião de dois artistas na Galeria Zero, em São Paulo. Um designer da pintura e outro que, da força nascente de um escultor, alcançou a inédita ação de volumetrista simbólico da escultura. Como mostra, a Dual, marcada pela atuação da dupla Júlio Vieira e Ciro Ernesto Schunemann, provoca alguma reflexão de antes do agora.

Texto Crítico

“É necessário recomeçar pelo princípio, partir de onde a arte funde-se com a antropologia e grita ou reprime sua indignação”
Lina Bo Bardi

 

“O Design é a necessidade do mundo de se sentir global. Inteiro. Humanos vivendo em um sistema internacional.”
Antonio Risério

 

Dual é a reunião de dois artistas na Galeria Zero, em São Paulo. Um designer da pintura e outro que, da força nascente de um escultor, alcançou a inédita ação de volumetrista simbólico da escultura. Como mostra, a Dual, marcada pela atuação da dupla Júlio Vieira e Ciro Ernesto Schunemann, provoca alguma reflexão de antes do agora. Pois Ciro é praticamente precursor da arte brasileira na Street Art Global.

O que desafia a arte hoje é o próprio sistema de arte que se formula em torno da criatividade dos artistas. Criatividade conduzida por fórmulas. O mercado quer inventar artistas. Não espera mais pela invenção dos próprios artistas, sua linguagem e formulação de si mesmos enquanto criadores. Forjar é parte de um projeto de mercado também. Que se alia ao mal institucional das lógicas de curadores que inventam ou percebem teses associativas a interesses de coleções e instituições e, uma vez formuladas certas teorias artificiais, saem todos à caça de artistas que possam ilustrar suas teses. Isto quando não orientam os mais jovens a fazerem aquilo que melhor se encaixaria num universo de teorias que tangenciam ciência da arte sem fazer parte dela.

Este é o cenário básico onde estão hoje Ciro Schunemann e Júlio Vieira. É um de repente o graffiti continua. A cena bombada da street art brasileira está meio quieta depois do barulho da década de 2000. O Museu Nacional pegou fogo.

A Amazônia vai ser mais suprimida e antes mesmo de que a antropologia cultural possa ser enlaçada à história da arte recente, Júlio Vieira estacionou um corcel velho diante de proporções áureas. Nos convidou a passar por faixas de pedestres interceptadas por plantas fora de escala nas dimensões de uma rua de supra-dimensão transparente. Placas e árvores transparecem ruas. Uma folha seca suspende um semáforo. E um filtro de barro está sentado sobre um banco técnico. O design aparece em suas pinturas, atormentado por um realismo sem realidade. Mas o que é sem realidade no realismo de Júlio Vieira são as escalas, não os objetos. As situações estão fora de escala. É um tipo de realismo que contem a abstração mas não é transtornado como o realismo do Surrealismo. É outra coisa. É um tempo outro. É o mundo contemporâneo retratado nas suas contradições e a recolocação das questões de conhecimento topológico do espaço urbano -reflexão trazida pela sua obra.

Lina Bo Bardi estava certa ao dizer o seguinte: “Para mim a arte popular não existe. O povo faz por necessidade coisas que tem relação com a vida”.

Um filtro, filtra a água, uma balança de comércio pesa um vaso de plantas. As melancias ficam entre azulejos híbridos. Não são azulejos da barbárie histórica de Adriana Varejão. Mas são carrinhos de fruteiros populares que eram agredidos e roubados pela Guarda Civil, tempos atrás. Pintura. Estacionada mais de 4 séculos depois da frutaria de Eckhout. Não se trata de comparar esteticamente mas de reconhecer a ontologia da vida cotidiana que Lina Bo Bardi percebeu. Júlio Vieira à caminho da sua maturidade, como pintor, exibe uma paisagem que está além da quarta dimensão da pintura: a quinta é a cultura do sujeito, o antropos do sujeito pintor na paisagem daquilo que vê. Vemos assim um retorno da paisagem interior repovoando as tipologias da paisagem da pintura moderna depois do passeio dos artistas de passagem que são justamente os graffiti makers que, ao circular pelo mundo repovoam de si mesmos as paisagens locais por onde passam.

Ciro agora parte para a interação material da dimensão que antes não media. Desconstrói a métrica do espaço através da sintaxe da escultura musical. Sua pintura oposta a pintura de Júlio Vieira chegou ao objeto invés de o inserir. O objeto na pintura de Ciro é o próprio objeto. É o impasse de uma pintura que, não podendo buscar contornos, saiu do quadro para a paisagem. Ele abandona a primeira fase que remetia a biomecanóides e retrocede a pás, placas de trânsito e objetos que ele desmonta retornando a estados de simetria. Seu organismo abstrato invasivo explora novos conceitos como a velocidade simbólica, a medida simbólica e a sonoridade simbólica. Quase em oposição estética, a musicalidade das obras de Ciro Ernesto Schunemann encontram a busca musical e escultórica da obra de Paulo Nenflídio. Paulo é entropia enquanto Ciro é sintropia.

Ciro, no entanto, mantém a enorme coerência dos artistas que podem persistir por uma vida à lei do eterno retorno. Da informação e redundância que está contida no aprofundamento de uma mesma linguagem, a qual ele encontrou no início de sua carreira, pintando inicialmente as ruas do ABC e de São Paulo. Mais que um escultor, Ciro é um dos primeiros volúmetras da Street Art. Aqui, o design ganha um papel importantíssimo, como uma cognição que liga as linguagens urbanas e pré-urbanas da arte. É como se o design não fosse autônomo mas um verbo que liga as linguagens e realidades entre si. A arte-ação de Mario de Andrade passa a existir na alma do Graffiti como força básica e inerente. E Ciro Schunemann conquistou este atavismo pela coerência que seus organismos tridimensionais possuem em relação às suas intervenções na rua e a correlação social que ele faz com a paisagem urbana.

 

Saulo di Tarso | artista visual, curador.

Infos

Abertura: 28.08.19 | 19:00
Encerramento: 28.09.19
Visitação: Ter-Sab | 11:00 às 20:00
Local: Galeria Zero | Rua Simpatia, 23 – Vila Madalena

Workshop "Arte é investimento?"

Temos o prazer de convidá-los para o nosso workshop “Arte é investimento?”. O objetivo do workshop Arte é Investimento? é discutir através da ótica financeira como se comporta o mercado de obras de arte, suas particularidades e o processo de decisão na hora de investir.

Infos

Próximo Workshop – Setembro
Data do Workshop: 19.09.19
Horário: 19:00 às 21:30

Professor: Pedro Afonso – Economista e especialista em investimentos.

Local: Galeria Zero | Rua Simpatia, 23 – Vila Madalena

Mais informações clique aqui

Curso de Alfabetização Visual

Temos o prazer de convidá-los para o nosso primeiro curso de Alfabetização Visual. O objetivo do curso é apurar o olhar e aprender a interpretar imagens através de conceitos acadêmicos utilizados na leitura de obras de arte e a discussão de como isso se aplica na contemporaneidade.

Infos

Próximo Curso – Setembro
Início: 03.09.19
Término 24.09.19
Horário: 19:00 às 21:30
Datas das Aulas: Terças-Feiras | 03,10,17 e 24 de Setembro

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Modernos Eternos

Temos o prazer de convidá-los para a mostra Modernos Eternos onde nossa artista Fabiane Aleixo  apresenta a foto ao lado no ambiente do arquiteto Wesley Lemos.

Saiba mais sobre a Modernos Eternos aqui

Infos

Abertura: 09.08.19 | 19:00 – Restrito a convidados
Encerramento: 25.08.19
Visitação:
Local: Mosteiro de São Bento – Largo de São Bento, 48 – Centro | SP

CASACOR / RJ

Temos o prazer de convidá-los para a CASACOR Rio de Janeiro onde nossa artista Fabiane Aleixo compõem o ambiente com duas obras no Lounge Docas das arquitetas Adriana Esteves e Mariana Junqueira.

 

Sobre as arquitetas:

Adriana Esteves
Com mais de 34 anos de experiência, iniciada aos 18 anos assim que ingressou no curso de arquitetura e urbanismo na UFRJ, o escritório comandado por Adriana tornou-se nos últimos anos um dos mais influentes do RJ.

Mariana Junqueira
Jovem e talentosa, trabalhou em obras de caráter social e projetos de sua autoria, emprega novos conceitos e novas formas de experienciar os espaços arquitetônicos.

 

Clique aqui para saber mais sobre a CASACOR / Rio de Janeiro 

Infos

Abertura: 20.08.19 | 19:00 – Restrito a convidados
Encerramento: 29.09.19
Visitação: Ter-Sab | 11:00 às 21:00
Local: Av. Rodrigues Alves, 10 – Pça Mauá | RJ

CompartiArte

A Galeria Zero tem o prazer de convida-los para o CompartiArte no Centro Brasileiro Britânico, que acontece nos dias 14, 15 e 16 de agosto. Nosso artista Carlos Borsa apresenta a obra #doceilusão, uma pintura inspirada no trabalho do pintor francês Paul Cézanne, chamado “Natureza morta com caveira”.

 

Sobre a CompartiArte:

As colecionadoras Ângela Akagawa e Cleusa Garfinkel se unem novamente para a “6ª CompartiArte”. As empresárias e colecionadoras de arte promovem mais uma edição da exposição beneficente que visa difundir a arte contemporânea e, ao mesmo tempo, auxiliar instituições que prestam serviços fundamentais à comunidade.

Infos

Abertura: 14.08.19 | 19:00 – Restrito a convidados e pessoas que comprarem o convite.
Encerramento: 16.08.19
Visitação: Qui-Sex | 10:00 às 20:00
Local: Rua Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros | SP
Convites através do e-mail: contatocompartiarte@hotmail.com ou whatsapp (11) 99933-9989

Acervo 19'

A Galeria Zero propõe ao público que conheça os seus artistas através da exposição Acervo 19′, que é composta por trabalhos que estavam em acervo, muitos deles inéditos. A ideia é que essa vire uma exposição tradicional da Galeria a ser realizada anualmente com intuito da aproximação do público com os artistas residentes.

 

A mostra é composta por obras de:

Bruna Alcantara | Carlos Borsa | Ciro Schu | Everson Fonseca | Francisco Rosa | Jerry Batista | Julio VieiraLeiga | Luiz Pasqualini | Murillo Boni Vitti | OziRafael SliksRicardo AKNThiago VerdeeeWilliam Baglione

Infos

Abertura: 17.07.19 | 19:00
Encerramento: 24.08.19
Visitação: Ter-Sab | 11:00 às 20:00

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1'30" com Cabeça

Na mostra 1’30” com cabeça, Ricardo Muñoz resolveu juntar suas vivências de jornalista e de artista num diálogo aberto entre as duas profissões. Para isso, propôs a 15 jornalistas que escrevessem um texto, com tema livre, mas que coubesse em um minuto e meio quando narrados. A partir de cada texto, o artista realizou uma leitura visual sobre cada tema.

O termo ” Um minuto e meio com cabeça” é uma expressão usada nas redações de jornais televisivos e implica em: anunciar a matéria, dar a notícia, mostrar as imagens e concluir a reportagem em um minuto e meio.

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Abertura: 05.06.19 | 19:00
Encerramento: 06.07.19
Visitação: Ter-Sab | 11:00 às 20:00

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Paradoxo Coletivo

Como um coletivo pode ser formado de tantas individualidades aparentes? Apresentamos 4 exposições individuais de artistas com proposições completamente diferentes.

 

Carlos Borsa em o #mitodacaverna propõe-se a discutir as relações humanas com a tecnologia.

Francisco Rosa em “Sala de Troféus”, sugestiona as relações empáticas e simbióticas entre os animais humanos e não humanos.

Loro Verz em “Bodas de Loro” apresenta sua série do caos harmônico sobre madeira recortada que comemora bodas de 20 anos.

Luis Pasqualini em “A roupa nova do rei” utiliza-se da fábula para questionar as relações artísticas impostas atualmente, onde o que é ou não considerado arte.

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Abertura: 01.04.19 | 19:00
Encerramento: 27.04.19
Visitação: Ter-Sab | 11:00 às 20:00

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Talk Exposição (R).existência

Uma conversa com os artistas sobre o tema da exposição.

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Data: 20.02.19 | 19:00

(R).existência

A exposição (R).existência questiona a relação entre o ato de existir e resistir, com trabalhos de 17 artistas que exploram o elo dessa dualidade das mais variadas formas dentro das artes visuais.

Existência:

Condição de tudo o que existe, do que tem vida; estado de quem está vivo ou de quem se mantém vivo. O fato de estar presente na realidade.

Resistência:

Ação ou efeito de resistir, de não ceder nem sucumbir. Aptidão para suportar dificuldades. Qualidade de um corpo que reage contra a ação de outro corpo. Recusa de submissão à vontade de outrem; oposição, reação.

Infos

Abertura: 30.01.19 | 19:00
Encerramento: 30.03.19
Visitação: Ter-Sab | 11:00 às 20:00

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Talk José Roberto Aguilar

Uma conversa com Aguilar sobre como as diferentes linguagens artísticas compõem o conjunto de sua obra.

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Data: 29.11.18 | 19:00

Ossos_e_asas_98_cartaz

Ossos e Asas 98'

Galeria Zero abre suas portas na Vila Madalena, em São Paulo, sob direção de Pedro Paulo e Tainara Afonso. A mostra inaugural “Ossos e Asas 98“, do pintor, escultor, performer e artista multimedia paulistano José Roberto Aguilar, é composta por 36 peças – pinturas em acrílica sobre tela e esculturas de vidro – e propõe uma revisitação à exposição homônima realizada pelo artista em 1998, apresentando uma nova série de trabalhos que não foram expostos naquela ocasião. Em meio a este momento de dualidades pelo qual o país atravessa, a individual explora o conceito de memória e busca estabelecer uma harmonia entre a consciência – representada metaforicamente pelas “asas” – versus sobrevivência – “ossos”.

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Abertura: 07.11.18 | 19:00
Encerramento: 08.01.19
Visitação: Ter-Sab | 11:00 às 20:00

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